As chances de ter êxito
(bebê) em cada tratamento ou tentativa, variam de
uma clínica para outra, mas dependem principalmente
da idade da paciente (idade dos óvulos).
Não se iluda com "taxas de gravidez", pois
muitas gravidezes terminam em aborto e as taxas de aborto
aumentam com a idade dos óvulos. Para nós,
o que importa é ter bebê (gestações
com bebês).
Apesar de aparentemente mais
barata e relativamente mais simples, nas clínicas
com mais recursos técnicos, a inseminação
artificial propriamente dita ou intra-uterina, é
raramente utilizada hoje em dia. Além de acarretar
um considerável risco de gravidez múltipla
(trigêmeos, quadrigêmeos, etc.), as chances
de êxito (bebê) são pelo menos 3 vezes
menores que com as técnicas de fertilização
in vitro convencional (FIV) ou de injeção
intracitoplasmática de espermatozóide (ICSI).
Dentre as técnicas, é a ICSI que contorna
o maior número de possíveis obstáculos
e portanto a que oferece o menor risco de insucesso. Dessa
perspectiva, além de poupar tempo, stress emocional
e ser mais segura, a ICSI acaba tendo melhor custo/benefício.
Na América do Norte, América Latina e Europa,
as taxas médias de gestações com bebês
(juntando todas as idades), nas clínicas que reportaram
seus resultados, publicados anualmente pela American Society
for Reproductive Medicine, RED Latino Americana de Reprodução
Assistida e pela European Society of Human Reproduction
and Embriology, não chegam a 35%. O Brasil não
está atrás do primeiro mundo, mas se estivesse
na frente, provavelmente os especialistas do primeiro mundo
estariam procurando estágios em nossas clínicas.
Desconfie de taxas muito elevadas, pois é um artifício
utilizado até mesmo por clínicas do primeiro
mundo, para atrair pacientes menos informados. Tais números
não são fiscalizados, em nenhum país,
de forma que podem ser maquiados à vontade.
Apesar de termos sido uma das primeiras clínicas
a realizar técnicas de reprodução assistida
no Rio de Janeiro (1988) e ainda pioneiros em algumas delas,
nossos resultados estão bem abaixo dos divulgados
pela mídia leiga e do que gostaríamos que
fossem, mas não são maquiados. Confira: