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Nasceu
no Rio de Janeiro em 1957. Por sua aptidão para ciências
exatas, preparava-se-para o vestibular de engenharia, quando
aos dezoito anos perdeu seu pai, o Dr. Helio Magarinos Torres,
cientista dedicado e um dos pioneiros da Patologia Clínica
no Brasil, fundador do Laboratório Richet, em 1947.
Com a mãe
e os irmãos, decidiu continuar o trabalho do pai, iniciando
sua vida profissional em 1978, assumindo no Laboratório
Richet, as áreas de Microbiologia, Parasitologia, exames
de urina e testes de fertilidade, que despertaram seu interesse
pelas técnicas de reprodução assistida.
Conciliando o trabalho e a faculdade, formou-se médico
em 1984 (CREMERJ 52 43787-3).
Em 1988 já selecionava os espermatozóides de
maridos inférteis, para conceituados médicos
realizarem inseminação. |
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Em
1989, estagiou no Hôpital Antoine Béclère
(Clamart / Paris / França), no serviço do Dr.
Jacques Testart (responsável pelo primeiro bebê
de proveta na França, em 1980). A objetividade e os
excelentes resultados naquele serviço, desmistificaram-lhe
a técnica de fertilização in vitro.
Em Agosto de
1991, decidiu-se por trabalhar sozinho, atendendo seus próprios
pacientes e fazendo só reprodução assistida.
Sua primeira gravidez (sem participação de outros
médicos), com a técnica de inseminação
artificial,
foi confirmada em 07/03/1992. |
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Em
02/04/1996, conseguiu o 2º caso de quadrigêmeos
por fiv no Brasil, com nascimento em 01/11/1996, motivo mais
de preocupação que de orgulho. |
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A
técnica conhecida por injeção intracitoplasmática
de espermatozóide (icsi), lançada na Bélgica
em 1992/1993, dependia de um microscópio especial,
com componentes importados de diferentes países e adaptados
em torneiros mecânicos (hoje basta ter dinheiro e encomendar
um completo). |
Com
sua aptidão para engenharia, montou o primeiro no Rio
de Janeiro, obtendo os primeiros bebês com essa técnica
no Rio de Janeiro, tendo sido notícia no Jornal O Globo,
coluna do Swann, jornalista Ricardo Boechat, com título
"Rio fértil", em 29 de Junho de 1996. |
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Após
muitos casos de gravidez múltipla (gêmeos, trigêmeos,
quadrigêmeos, etc.), buscando reduzir a taxa de gravidez
múltipla, mas sem diminuir a taxa de êxito (bebê),
introduziu técnicas de cocultura (na época não
existiam os meios sequenciais, usados hoje em todas as clínicas),
que permitiam cultivar os embriões em laboratório
até 7 dias após a coleta e fertilização
dos óvulos, possibilitando transferir para o útero,
apenas os que viravam "blastocistos", mais aptos
a gerar bebês. Com a técnica de transferência
de blastocistos, conseguiu o primeiro bebê no Rio de
Janeiro e um dos primeiros no Brasil, em Setembro de 1998. |
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Realizou
o primeiro caso bem sucedido no Brasil, em 26/11/1999, com
a técnica ICSI, modificada por Augusto Enrico Semprini,
para casais soro-discordantes (marido HIV+ e esposa HIV-).
Nasceu um casalzinho saudável, sem contaminação
da mãe. |
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Em
2006, realizou os primeiros tratamentos no Rio de Janeiro,
com diagnóstico genético pré-implantacional
(técnica FISH), para avaliar a genética dos
embriões, antes de serem transferidos ao útero,
permitindo evitar várias doenças e conhecer
o sexo dos pré-embriões (todo o processo realizado
pessoalmente e dentro da clínica).
Apaixonado por
seu trabalho, por opção e perfeccionismo, executa
pessoalmente, com ajuda apenas de suas secretárias,
todas as funções de sua CLÍNICA BEBÊ
DE PROVETA. Deve ser um dos raros profissionais, se não
o único, a realizar sozinho (e com bons resultados),
todo o complexo trabalho de uma clínica de reprodução
assistida.
É membro
da American Society for Reproductive Medicine (ASRM), desde
1989, da European Society of Human Reproduction and Embryology
(ESHRE), desde 1990, da Sociedade Brasileira de Reprodução
Humana (SBRH), desde 1996 e da Sociedade Brasileira de Reprodução
Assistida (SBRA), desde 1998. |
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