Doação de Óvulos

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Mulheres na menopausa, com falência ovariana prematura, que não possuem os ovários, que não conseguem produzir óvulos de boa qualidade, que são portadoras de mutações cromossômicas ou gênicas transmissíveis ou que simplesmente se encontram em idade onde os óvulos, na grande maioria, apresentam degenerações, podem optar por fazer tratamento com óvulos de doadora.

É importante lembrar que a criança herda todas as características da doadora e portanto é recomendável que a doadora tenha características compatíveis com a receptora.

Há relatos de casos como aconteceu há alguns anos na Colômbia, onde uma mulher de 61 anos engravidou naturalmente e teve um bebê saudável. No Piauí há alguns anos, o mesmo aconteceu com uma mulher de 60 anos. Na prática diária, poucas mulheres conseguem ter bebês, tendo engravidado com mais de 39 anos (40 anos em diante). As principais razões são:
1 - Diminuição gradativa da reserva ovariana, pois a mulher já nasce com seus óvulos e à medida em que a idade avança, a quantidade vai diminuindo, o que faz com que produza poucos óvulos, mesmo quando faz estimulação dos ovários com potentes doses de hormônios.
2 - A partir dos 25 anos de idade aproximadamente, para cada ano que passa, em torno de 5% dos óvulos sofrem mutações genéticas. Assim, uma mulher com 30 anos apresenta mutações genéticas em aproximadamente 25% de seus óvulos. Uma mulher com 35 anos, 50%. Uma mulher com 40 anos, 75%. Uma mulher com 45 anos apresenta mutações em aproximadamente 99% dos óvulos.
Como essas mutações levariam ao nascimento de bebês com malformações e a natureza elimina, sob a forma de aborto espontâneo, 98% dos bebês que nasceriam com malformações, à medida em que a idade avança, além de uma importante queda nas taxas de gravidez, verificamos um expressivo aumento nas taxas de abortamento.

Com mais de 39 anos, as probabilidades de ter bebê com os próprios óvulos são pequenas. Para a maioria dos casos incentivamos o uso de óvulos de doadora, que dá melhores resultados.

Após a realização de algumas dosagens hormonais, podemos selecionar dentre essas pacientes algumas que, possuindo uma maior reserva ovariana, apesar da idade, têm mais chances que a maioria, pois sendo capazes de produzir mais óvulos na estimulação dos ovários, também têm mais chances de produzir alguns embriões de boa qualidade.

A mídia apresenta casos de mulheres que, beirando os 50 anos, fizeram tratamentos em clínicas e obtiveram êxito. A maioria delas usou óvulos de doadoras mais jovens e esse detalhe foi omitido.

Aqui no Brasil, temos alguma dificuldade para conseguir doadoras, pois uma Norma Ética do Conselho Federal de Medicina (RESOLUÇÃO Nº 1358 DE 1992 DO CFM) não permite a comercialização de óvulos. Nossas doadoras portanto, são mulheres jovens e saudáveis, que também precisam fazer tratamento, por não conseguirem engravidar naturalmente, em razão de seus maridos serem inférteis, na maioria dos casos. Além da dificuldade para conseguir doadoras, o custo fica muito elevado para a receptora, pois a doadora faz 2 tratamentos, pagos pela receptora, que fica com os óvulos produzidos no primeiro tratamento. O segundo tratamento, cujos óvulos ficam para a doadora, é realizado aproximadamente 5 semanas após o primeiro. O custo com os próprios exames, medicamentos do primeiro tratamento, anestesista (opcional), biópsia de testículo e amostra de sêmen de doador, quando necessários, ficam por conta da doadora. É recomendável que doadoras e receptoras não se conheçam.

Em muitos outros países, onde a comercialização de óvulos é legal, anúncios são colocados nas universidades, agências de modelos, jornais e outras mídias. Dentre as candidatas, são escolhidas as mais compatíveis com as receptoras. Por conta disso, no Brasil, menos que 10% de todos os tratamentos são realizados com óvulos de doadora, contra 40% dos tratamentos em países onde a comercialização de óvulos é permitida. Isso dá idéia da carência de doadoras no Brasil.

Para ser doadora é preciso ainda atender a vários pré-requisitos e nem todas as candidatas conseguem. São eles:
1. Idade máxima de 34 anos na data da coleta dos óvulos (os óvulos perdem qualidade com o avanço da idade);
2. Dosagens hormonais do FSH, LH, Estradiol, Progesterona e Prolactina, realizadas, no mesmo laboratório, entre o 1º e o 5º dia do ciclo menstrual e repetidas entre o 8º e o 12º dia do mesmo ciclo, sugestivas de ser capaz de produzir boa quantidade de óvulos;
3. Não ser portadora de doenças transmissíveis (Hepatite B, Hepatite C, Sífilis, HIV 1 e 2, HTLV I e II), comprovado por exames: HBs-Ag, Anti-HBc (IGM), Anti-HCV, HIV 1 e 2 (ELISA), VDRL (LUES), HTLV I e II, Grupo sangüíneo e fator Rh.
4. Compatibilidade física, sangüínea e psicológica com uma possível receptora;
5. Índice de Massa Corporal (peso em quilos/altura em metros/altura em metros) entre 15 e 25 Kg/m2.
Obs: Aos moradores do Rio de Janeiro, para os exames, recomendamos o Laboratório Richet.

Por julgarmos necessário que as doadoras tenham algum custo, mesmo que reduzido, pois que além de diminuir o custo para as receptoras, faz com que as doadoras sejam mais responsáveis no tratamento, temos muito menos candidatas do que outras clínicas, onde as doadoras fazem tratamentos sem nenhum custo. Por conta disso, nossa fila de espera é de anos, pois por questão de justiça, respeitando a compatibilidade, procuramos dar preferência às pacientes que estão aguardando há mais tempo.

Uma opção interessante, é quando a receptora pode trazer uma doadora (amiga, sobrinha, irmã, filha, etc.), que não pretende engravidar, para doar óvulos a uma outra receptora. Sendo assim, também por questão de justiça, passa para o primeiro lugar na fila de espera.

Mesmo que a receptora tenha de custear os medicamentos e os exames da doadora, sendo a doadora uma conhecida que pretende ajudá-la e não precisa engravidar, o custo total do tratamento cai para aproximadamente a metade do que seria se estivesse arcando com o tratamento de uma doadora anônima.

 

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Contatos por telefone (0XX21) 3111-4792, de 2ª a 6ª feira, das 09h às 21h
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